O eco do Ecos.

Estamos trabalhando na versão 1.1 do Ecos. Essa versão terá ajuste no sistema de evolução e personagens, alguns clarificações de regra e expansão de alguns conceitos. Longe de ser a versão definitiva essa nova implementação vai ser nossa versão para playtest (e vai incluir um pequeno questionário de avaliação).

E quem quiser testar os jogos do Concurso FVM2012, já tem um grupo se organizando no Garagem RPG. Vamos coloborar o máximo possível com os testes.

E não bastasse isso, estamos iniciando a criação de um novo jogo: Ninja|Ronin – um jogo narrativo de aventura, fantasia e anarquia.

Vamos publicar diários de desenvolvimento do jogo. Essa semana já deve sair o primeiro!

Na cara do gol – Cap. 1

Na cara do gol.
Mini-novela em mini-capitúlos.

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Capítulo 1

Olho no lance. É. Gol. Cheio de alegria, eu morri quando meu Brasil foi tetra. Fiquei muito puto por não presenciar o título seguinte, sem contar os tanto troféus que meu time levou pra casa. Mas veja, entre tudo o que me encheu de tristeza, o que mais incomodou foi não ter conhecido minha neta, Ana Clara, esta que vos escreve.
Hoje, ganhei uma alegria, uma tristeza e uma esperança. A irmã mais velha da Aninha teve seu primeiro filho. Soltei rojões e fogos de artifício. Isabel, eu tô muito feliz por você e é uma pena não poder conhecer seu menino mas torço para que finalmente tenhamos um jogador de futebol na família.

Saiu a avaliação do Ecos!

A parte final das avaliações do Concurso Faça Você Mesmo saíram! E e conseguimos um ótimo 4º lugar e a proposta (ainda não formalizada) de publicação do Ecos pela Retropunk Editora.

Recebemos um feedback bastante detalhado, levantando os pontos positivos e negativos do jogo. Agora é trabalhar na versão final, corrigida e ampliada do jogo.

Agradecemos a Secular, ao Guilherme e a todos os envolvidos no Concurso. Foi muito bom participar!

Microcontos – 7 a 9

7.
Sonhei que sonhava. No sonho do meu sonho ninguém podia sonhar.

8.
Acordei e pisei na escada que subia
Subia ao céu.
Onde ficava o labirinto e morava
Lá aquela menina, dos cachos na cabeça
Do nariz pequeninho e olhar amigo
Aí meu coração! Não quero ficar sozinho
Aí meu coração! Me perdi no labirinto.

9.
Cheio de si chamou a si mesmo de valente.
Valentia levada pelo vento, sumiu no primeiro contratempo,
quando de repente,
Chamou cheio de vento e vazio de si.


Eu tinha prometido.

Eu tinha prometido que ia parar com isso. Não prometi a ninguém em específico, era mais uma coisa comigo mesmo. A coleção estava muito grande, não cabia no armário, já haviam pilhas em cima da mesa… Concordo, tava ficando estranho.

Mas não queria largar de uma vez. Seria muito brusco… Talvez uma mudança gradual, primeiro largo um pouco, depois um pouco mais até sobrar pouco nenhum. Mas meu pouco não acaba, sempre tem um pouco mais. Onde ponho agora? Não dá pra deixar no banheiro.

Quando falo disso, até parece um exagero. São duzentas. Mais ou menos. Mais pra mais do que pra menos.

Acho que não vale doar. Ninguém vai querer.

Eu não preciso delas – não faz sentido colecionar coisa que se precisa. Algumas  estão meio quebradas, essas eu peguei em acidente. Outras estão novas, na embalagem – é que gosto de visitar o Nicolau e quando tem dinheiro na conta eu compro. Ajudo nós dois, ele ganha comissão e eu fico com minha coisa.

Já não compro tanto. Antes era uma por semana, agora uma por mês. Sinal de melhora, aposto. Gastar dinheiro com porcaria não faz sentido, loucura na certa. Se não rola dinheiro, não tem problema.

Promessa não é dívida. É um outro negócio esquisito, que a gente faz, sente remorso e deixa de lado (e ainda bem que não tem credor). Nem sei quantas eu não cumpri, mas acho que em um bom número delas eu dei cabo, não que precisasse – fiz mais por fazer. Mas essa última tá difícil, gosto tanto de juntar minhas coisinhas, tenho que parar por quê?

Vontade de parar um dia eu até tenho, mas acho que ela tá indo embora sei lá pra onde. Certeza de uma coisa: só não paro agora porque não quero.